Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Vendo Santana 92

Vendo Santana 92, 2 portas, muito lindo, melhor do Rio.

- Cor: Azul metálico
- 3 combustíveis (álcool, gasolina e óleo)
- Recurso siga-me (facilita de seus amigos o seguirem na rua com um pequeno rastro de fumaça branca)
- Recurso anti-furto (luz de ré não acende, para que possa manobrar facilmente sem que o ladrão perceba o que está fazendo)
- Recurso anti-furto 2 (ao ligar o carro, ouve-se um alto ronco, que acordará todos os visinhos)
- Recurso anti-furto 3 (alarme dispara de tempo em tempo para manter assaltantes longe)
- Volante com relax (maravilhoso volante, você pode reduzir o estresse brincando de rodar sua borracha)
- Lataria 100%*
- Suspenção 100%*
- Interior 100%*
- Função auto-clean interno (escoamento de água para o interior do veículo, que automaticamente lava os bancos, vidros, pedais e mala)
- Maior contato com a natureza (areia, mofo e bichos em todo o veículo, para uma perfeita interação com o meio-ambiente)
- Furos de velocidade em todo o compartimento de bagagem
- Pintura moderna em vermelho ferrugem nos furos de velocidade, em pontos estratégicos na lataria e rodas
- Bolhas de sabão (lindas bolha azuis na lataria, para a diversão dos seus filhos)
- Carter com um pouco de água, para ajudar na visualização do nível de óleo do carro, assim como evitar que vc se suje muito
- Todas as peças de acabamento plug-and-play (recurso moderno que permite soltar qualquer parte facilmente, bastando que encoste nelas)
- Para-choques dianteiro com respiro (entrada auxiliar de ar na lateral direita, permite melhor ventilação do motor)
- Lindissimo trinco decorativo (farol e para-brisas já trincados, para tirar onda com os seus amigos)
- Lindo capô camuflado
- Banco do carona com função fun (corre sozinho para a frente nas freiadas e para trás nas arrancadas fortes, para você se divertir)
- Banco traseiro com lindo compartimento para esconder jóias (pequena abertura no tecido que permite você guardar todas as suas jóias!)
- Painel com a parte de baixo solta, para fácil manutenção
- Console com recurso sempre-livre (cinzeiro com abertura limitada, para você não o encher de bagulhos. Console de fácil remoção)
- Regulagem de retrovisor direito simples (basta tirar a borracha abaixo do vidro, posicionar o mesmo e recolocar a borracha)
- Regulagem de retrovisor esquerdo digital (só abrir o vidro do carro e posicioná-lo, com suas digitais)
- Painel com relógio digital e funções automáticas (Auto-inicialização e Auto-contraste: Ajusta o contraste e zera o relógio automaticamente, de tempos em tempos)
- 2008 pago** e vistoriado!***

Apenas R$ 27.000,00! Não perca uma oportunidade como essa!




* 100% ruim
** Falta apenas 2006, 2005, 2004 e 2003
*** Última vistoria em 1999

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Resquícios dela...

Era uma noite com chuva, não muita, mas o suficiente para trazer guarda-chuvas à paisagem. Estava quente, o barulho dos carros passando no asfalto molhado era uma das poucas coisas que se podia ouvir naquele final de dia, onde tudo que se quer é chegar em casa, tomar um banho e descansar.
Quase se podia sentir o conforto da poltrona e o cheiro de pipoca, mas o humor não era dos melhores depois de um longo dia. Ah, mas quando chegasse em casa...

Sentia falta dela... Porque as coisas são sempre assim? O céu parecia chorar sua... Opa, o ônibus! Estranhamente havia fila na porta. O ponto que há pouco estava vazio agora surgiu gente o bastante para gerar um pequeno tumulto para entrar. Era uma guerra de guarda-chuvas e um empurra-empurra para conseguir um lugar sentado. Com um pouco de atenção podia-se observar algumas técnicas d'A Arte da Guerra! Do lado de dentro as janelas fechadas para não entrar água tornavam o ambiente ainda mais quente. Que inferno...
A longa viagem para casa parecia ainda maior, seu rosto refletia na janela, enquanto observava os carros passando. Mas não era tão ruim quanto parecia, ao menos estava ouvindo música e, ao seu lado, com apenas um corredor os separando, uma linda garota que olhava assustada ao redor. Será que conseguiria tentar algo? Mas tudo era tão recente... Ainda sofria desde que ela... -Hã? Ah, são 9:30!
- Obrigado, disse o velho homem ao seu lado.
Ele passa a mão pelos cabelos com uma certa impaciência, melhor não puxar assunto.
A garota ao lado tinha um olhar mais calmo, porém estava inquieta, mas quem não estava no fim de uma segunda-feira?

Sua velha poltrona e o cheiro da pipoca foram ficando mais distantes conforme o ônibus reduzia a velocidade, ainda assim o silêncio que sabia existir em sua casa assustava muito.
O olhar alternava entre a janela e a menina do corredor. Não queria que ela percebesse, mas... É, é melhor olhar apenas pela janela. Estava tocando Smoke on the Water no MP3 player, enquanto algumas gotas de chuva insistiam em passar pelo pequeno vão da janela e acertavam seu braço.
Era aquele o lugar, sim bem debaixo daquela árvore foi a primeira vez que... MEU PONTO! Correu para tentar descer, mas não deu tempo.
Não tem jeito, é saltar no próximo e voltar andando um pedaço. Neste momento, sente um leve toque no braço e olha para trás. Ali estava a menina do corredor, de pé, olhando em sua direção e diz:
- Vai descer no próximo?
- Vou, perdi o meu ponto.
- Bem, pelo menos está com guarda-chuva, ela diz com um leve sorriso.

O ônibus para, desce na frente. Ao olhar para trás, ainda a vê correndo para baixo de uma marquise.
Vai até ela, mas não sem antes dar uma deslisada e quase cair, hoje não é seu dia.

- Está sem guarda-chuva? Pergunta.
- O meu ficou no trabalho, mas eu moro aqui atrás, estou apenas esperando a chuva diminuir um pouco.
- Te levo até lá, esse horário é perigoso andar sozinha por aí.
- E porque eu deveria confiar em você?
- Tudo bem, não confie. Virou as costas e saiu.
- Espere, espere! Desculpe, eu...
- Não tem problema, vamos.

O caminho era curto, mas foi o bastante saber seu nome e telefone. O papo havia sido bom, agora era esperar e ver se ela realmente ligaria. Ao chegar em casa, uma pequena confusão surge em sua cabeça, mas logo é transformada em tristesa. Até o cheiro fazia lembrar... Ao passar de um cômodo para o outro, poderia jurar ter visto ela ainda andando no corredor. A sensação era tão forte, que acabou voltando 2 vezes no cômodo anterior para se certificar que não havia ninguém. E logo naquele lugar... Era ali que costumavam... *bocejo* Que sono, melhor ir dormir, o dia seguinte seria bem longo.


Continua...

Domingo, Março 23, 2008

Domingo à noite

Domingo à noite, nada para fazer, nada para comer em casa. Um passeio solitário a pé, a procura de algo para comer.

O dia foi bom, mas a noite... É sempre a noite de um domingo, mesmo que páscoa...
Um cachorro quente prensado, essa coisa suburbana do Rio, no meio da rua, sentado em um banco de plástico, olhando para o nada. Os carros passam ali perto, a rua tem bastante movimento.





Sinto novamente aquela sensação, já velha amiga, não estou para muitos amigos, parece que o mundo não tem mais muita graça e que tudo é sempre igual. Apesar de ser péssimo, é nessas horas, e apenas nestas horas, que consegue criar algo bom.
A comida ajuda a melhorar o humor, parece que parte era responsabilidade da fome, agora se extinguindo. Nossa, essa cebola com shoyo ficou uma delícia.

Pagamento, troco, o caminho de volta para casa está deserto. Os carros passando, alguém do outro lado da rua, uma pessoa suspeita, mas nada demais.

Em casa novamente, hora de voltar para o computador. Essa vida nerd delega muitas obrigações, e ficar muito tempo longe disso não é uma opção. Mensageiros instantâneos abertos, uma conversa sem sentido e triste aqui, outra ali...
Ela está indo dormir, tchau, beijos, te amo, como assim. Como assim? COMO ASSIM???

Não aceitação, confusão, exclarescimentos, dúvidas e divisões. Este mundo sempre nos prega uma peça, e o que parece certo é duvidoso. Nunca soube me manter em um relacionamento... Parece que mesmo assim... Não, você deve continuar, não vale a pena ficar. Ah, se soubesses como realmente as coisas são e como seria... Continue e... Você quer ir? Eu? É, procuraria um emprego e iria? Mas... É uma difícil escolha, amigos, família, cargo, tudo... Mas tem você do outro lado! Isso seria bom, ou não?
Não posso prometer, então tá, tchau e até amanhã. Despedida terça, depois nunca mais.

Como são as coisas... Nos domingos normais que acontecem as coisas estranhas, as coisas a distância que parecem certas se mostram tão duvidosas, e o que parecia ser uma atitude carinhosa e sincera se torna um pesadelo tragicômico.
Ainda no mesmo dia, algum tempo depois, já tranqüilo, é o coração que, apesar de sentimentalmente abalado, resolve mostrar que fisicamente também está. Ele dispara, o sangue some, me sinto fraco, mas rapidamente é possível retomar o controle e está tudo normal de novo.

Agora sim, essa é a vida que conhecemos! Hora de se preocupar com os estresses do dia seguinte, somar umas preocupações a mais, muito trabalho, algumas alegrias e curtir cada momento.

Terça-feira, Janeiro 15, 2008

Te amo

- Oi amor!
- Já disse que não daria certo a gente namorar!
- Calma, era justamente sobre isso que eu iria falar.
- Calma não! Você quer insistir em um relacionamento impossível!
- Não. Não mais...
- Não?
- Não! Realmente, sabe, tem tanta gente e tanta coisa por aí...
- Calma, não é bem assim. E se a gente não encontrar ninguém?
- Vamos sim! Pode ter certeza!
- Não, espera! E se a gente tentasse, assim, namorar?
- Olha só, eu pensei bem no que você disse. E você tem toda a razão!
- Ma...
- Opa, meu amigo do trabalho tá me chamando para sair. Vou nessa!
- Tá bom... Te amo muito, viu?
- A gente se fala!

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

O ladrão

Um ladrão entra em uma casa, achando que vai se dar bem, na madrugada!
Caminha lentamente pelo quintal, uma 45 na mão direita, roupa preta, andando na ponta dos pés, para não fazer barulho.

Ele avista aquele carro importado, pequeno e azul, o qual ele poderá usar para levar tudo que conseguir roubar. Continua caminhando lentamente, quando sente algo empurrando sua mão para trás, com força. Apesar de não sentir dor, um líquido quente escorre pela sua mão, ele ouve apenas o barulho da 45 caindo no chão.

Olha em volta, tudo escuro. Tenta baixar para pegar a 45, mas a mão não responde, está parada, logo ele percebe a realidade, o mais óbvio, foi atacado! Alguém o descobriu, havia uma flecha cravada em sua mão.

Pega a arma com a mão esquerda, meio sem jeito, sem muita força. A mão direita sangrava bastante, sentia o coração pulsando muito forte, como se alguém pudesse ouvi-lo batendo, mesmo há uma distância pequena... Eis que das sombras, em um pulo, aparece Herbinho, com uma besta na mão.

Herbinho olhava como um um maníaco para o ladrão, uma mistura de ódio e prazer passavam em sua cabeça. Ele abre ligeiramente a boca e deixa escapar as palavras "Welcome to the Hell".

O ladrão entra em desespero total, tenta correr, mas seu corpo estava congelado, o coração batendo cada vez mais forte, sua mão direita, que ainda escorria bastante sangue, começava a doer. O ladrão começa a sentir fraqueza, o desespero e a perda de sangue, combinados, tiveram um efeito que ele não esperava, tudo estava ficando mais escuro, mas a pequena iluminação vinda do poste na rua ainda era a mesma. O chão parecia rodar aos seus pés, estava tudo preto agora...

Herbinho solta uma pequena risada pelo canto da boca, ao ver o ladrão desmaiado em seu quintal.

No dia seguinte era possível ler a pequena manchete, na página 34 de um jornal famoso "Corpo esquartejado é encontrado dentro de uma lixeira, na Zona Oeste. Moradores reconhecem o corpo como ladrão de residências, a polícia ainda investiga o assassinato."

Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

Barbara, ó Barbara

Como esquecer Barbara, aquela menina meiga, tão carinhosa... Sua delicada pele, aqueles lindos e grandes olhos castanhos... Ó Barbara...

Barbara é o que se podia chamar de mulher perfeita, ela é linda, simpática, mas Barbara teve que partir.

Ó Barbara... Por que se foi? Logo você que tanto dizia gostar de minha compania...
Ó Barbara... Se tu me amava, porque me trocou pelo homem da farmácia?

Ó Barbara... Doce Barbara...

Estava sempre sorrindo, apenas uma vez se zangou... Porém neste dia, minha mão ela decepou...

Ó Barbara...

Comigo ela queria se casar, e a cada vez que eu a tentava beijar, um soco na barriga costumava levar...

Ó Barbara, minha Barbara...

Eu tinha certeza que ela nunca fugiria, pois sempre quando ela me traia, voltava para casa após dois dias...

Ó Barbara, uma santinha...

Gostava sempre de ir a missa, pedia perdão, gostava da homilia, sempre fazia promessas, mas era eu quem cumpria...

Ó Barbara, que sempre cuidava de mim...

Mas acabou o remédio que ela me dava, então percebi onde estava, e com o homem da farmácia, correu, dizem que foi para a Austrália...

Ó Barbara, volte...
Com todo o meu penhor, vou te fazer sentir muita dor, para provar que tudo que eu sentia, era amor.

Domingo, Outubro 07, 2007

André, o diferente...

André tinha todo um jeito próprio de ser, cabelo, roupas, modo de falar e até mesmo de andar eram próprios, daquele estilo de pessoa que mesmo em silêncio, sob uma grande fantasia de carnaval, poderia ser facilmente reconhecido.

Porém não era só na aparência que André era diferente, seu jeito de pensar, os olhos em que via o mundo e sua noção de realidade eram diferentes dos demais. E isto nunca foi um problema para André, muito pelo contrário, André gostava e se gabava de ser assim! Em muitos casos seu jeito alternativo de ser lhe rendia amizades e, mais que isso, o transformavam algumas vezes no centro das atenções entre os amigos.

- Ah, ele é uma coisa, dizia uma das amigas do André, é impossível não gostar dele!

Até mesmo as meninas que mal o conheciam já tinham certeza que ele era especial! E nunca esconderiam estas palavras dele!

E o André se acostumou com isso, até demais para o seu gosto...

- Ai André, você é o máximo, sabia? Mas vem cá, te falei do Pedro?
- Qua...
- O da festa da Simone, ele me chamou para sair! Será que eu devo aceitar logo de cara ou me fazer de difícil?
- Ah...
- É, é melhor eu aceitar logo antes que ele chame outra! Beijos! - E a Angela desliga o telefone.

E era sempre assim, André era o máximo, era especial... Especialmente deixado de lado pelas garotas. E a frase que de início era um grande prazer em ser ouvida, passou a ser um martírio na vida de André. O "especial" havia deixado de ser sinônimo de "cara incrível" e passado a ser de "pessoa com problemas mentais". Afinal, não era possível! Como alguém que era tão especial, tão isso e tão aquilo, poderia ser deixado tanto de lado? Mas deve haver alguma solução... E qual seria?
Como num estalo, André se levanta da cadeira, folheia a agenda de telefones e procura os números daquelas garotas bonitas, mas que ele pouco tinha contato. Monica era o nome da primeira que aparecia, seus longos cabelos encaracolados, suas delicadas mãos... É para ela que ele iria ligar.

- Alô?

Os lábios de André estão fechados, os olhos arregalados, nem mesmo respirar André consegue.

- Alô? Alô? - Insiste a Monica.

Mas a coragem de André havia saído pela janela. Sua timidez era grande demais para falar com uma garota assim, mas ele precisava tentar novamente! Bebeu 2 goles de água muito gelada, pigarreia, tira o fone do gancho e começa a discar.

- Alô?
- Oi Monica, aqui é o André!
- Oi André, quanto tempo!
- É sim, não é? Me diz uma coisa, será que você... Tem o telefone da Andréia?
- Não tenho André, desculpa... Ah, eu estou querendo compania para passear um pouco, você não quer ir na praça da alegria comigo?
- Cl-cl-claro!
- Combinado então, às 19h eu vou estar lá!

André se prepara durante todo o dia, leva o carro para lavar, toma aquele banho, se arruma todo até ter certeza que está impecável!
E às 18:30h ele já estava na praça da alegria, todo arrumado, encostado no próprio carro, que reluzia de tão limpo, enquanto esperava a Monica.

- 19h! Agora sim está no horário que marcamos, ela já deve estar chegando...

20h... André já desesperado tentando ligar para Monica e seu celular dava fora de área. Ligava para o telefone fixo, mas ninguém atendia. O que teria acontecido com Monica? Mesmo assim André espera, não era todo dia que conseguia um encontro. 20:30h... 21h... 21:30h... André desiste e volta para casa.

No dia seguinte, logo cedo, o telefone toca, era Monica, pediu desculpas pelo dia anterior, foi aniversário da sua Avó e ela havia se esquecido. Tentou ligar, mas o celular dela não pegava naquela região.
A tristesa de André no mesmo momento se transformou em felicidade! E antes que ele pudesse pensar em algo, já havia deixado escapar pela sua boca um "Não tem importância, vamos na próxima sexta no cinema?", que Monica aceitou sem pensar duas vezes.

A sexta chegou, mas a Monica não. E André não sabia mais o que estava acontecendo... Suas amigas diziam que ele era um cara especial, e que se ela não liga para ele, muitas ligam. Porém ele sabia muito bem que não haviam muitas, para falar a verdade, só havia a Monica, e que ele a queria e ela dizia querer ficar com ele.
Marcaram outra vez no sábado, na outra sexta, dois sábados depois e nada... Nenhum encontro, cada dia um problema (ou seria uma desculpa?). Não importava, só que André não queria mais saber disso, e quando a Monica ligou para dar a sua habitual desculpa, André a interrompe:

- Não importa, chega, já sei, não deu!
- Ma...
- Cansei, se você não quer sair comigo, não saia! Mas não minta pra mim dizendo que quer!
- Eu nu...
- Acabou, ouviu? Não vamos sair mais, não vamos nos ver mais, não quero sequer ouvir a sua voz! Acabou! Nós nunca saímos, mas nem a primeira vez terá, chega e está acabado!

- Ele desliga o telefone com violência, sem deixar que Monica fale.


O tempo passa e, 7 anos depois, André está andando por um Shopping e vê a Monica.

- Oi!
- Oi, André! Quanto tempo!
- É... Faz tempo mesmo! Como vai?
- Eu estou bem! E você? Novidades?
- Não, não. Continuo tudo na mesma, e você?
- Ah, tá vendo aquele homem de verde alí, na porta do loja de produtos naturais? É o meu marido, Marcelo. Eu estou trabalhando agora em uma multinacional, sabe, estou adorando essa vida.
- É... Legal... Eu me mudei, sabia?
- Sabe aquele dia que você não me deixou falar no telefone? Eu estava querendo dizer que eu havia conseguido terminar com o Marcelo e que a gente poderia até começar a namorar. Não te contei dele pois não queria que você achasse que eu estava te dando um fora... Só que nós acabamos voltando e nos casamos. Bem, agora eu tenho que ir.
- É... Aparece lá em casa...
- Claro! Beijos. - Monica falava enquanto caminhava para perto de seu marido, sem saber o novo endereço do André.


E André continua diferente... Todos os amigos sabem, ele foi o único que não se casou, não se envolveu com mulheres (ou homens, até onde saibam) e agora mora distante, em... Qual é mesmo o nome daquele bairro? Não importa, ele nasceu para ser diferente, enquanto todos se casam, ele se isola do mundo. Mas deve estar bem, vocês viram quantas mulheres dizem que ele é especial? É, eu queria ser especial para tantas mulheres assim...